domingo, 31 de maio de 2026

Capítulo 7: O Cético


Capítulo 7: O Cético

O telefone tocou sobre a escrivaninha, quebrando o silêncio da chácara em Caxias do Sul. O homem, um general de meia-idade com olhar sério, atendeu.
— Pronto, senhor — disse ele, com voz firme.
— Gen. Mitchel, aqui é do Comando Regional — respondeu a voz do outro lado da linha. — O presidente quer você em Porto Alegre o quanto antes. Uma missão de última hora.
— Sim, senhor — respondeu o general, sem hesitar. — Estou a caminho.
Ele desligou o telefone e se levantou da cadeira, pegando o casaco e o chapéu. Seu olhar era sério, e era claro que não estava nem um pouco animado com aquela reunião.
Enquanto se dirigia para a porta, murmurou para si mesmo:
— O que será que o presidente quer agora?
Mitchel saiu da chácara e pegou a estrada rumo a Porto Alegre, sabendo que a missão provavelmente tinha relação com a abertura do portal dimensional.
Ao chegar ao laboratório principal, foi recebido por um assessor do presidente, que o levou diretamente para a sala de reuniões.
— Senhor, o general Mitchel está aqui — anunciou o assessor.
O presidente, um homem de meia-idade com expressão preocupada, acenou para que ele entrasse.
— Gen. Mitchel, obrigado por vir tão rápido — disse o presidente. — Nós temos um problema. O portal dimensional está se abrindo e não sabemos o que está acontecendo do outro lado.
O general franziu a sobrancelha, cético.
— Um portal dimensional, senhor? Isso é algum tipo de piada?
O presidente balançou a cabeça.
— Não, general. É real. E precisamos de você para nos ajudar a lidar com isso.
O general Mitchel olhou para o presidente, expressão inalterada, mas com um brilho claro de descontentamento nos olhos.
— Senhor, com todo respeito, essa cientista maluca já passou por diversos vexames e eu não sei se essa experiência dela não está novamente fadada ao erro — disse ele, voz firme. — Para mim, é um gasto desnecessário que poderia ser direcionado para investimentos bélicos.
O presidente endureceu o olhar.
— Em momento nenhum te pedi opinião, general — respondeu, voz cortante. — Cabe a você cumprir as ordens. E a mim dá-las. Entendido? Você estará de prontidão no laboratório Phantom, queira ou não. Ouviu?
O general Mitchel não piscou, expressão inalterada.
— Sim, senhor — respondeu, firme. — Permissão para me retirar?
O presidente acenou com a cabeça.
— Concedida.
Mitchel fez um gesto de respeito, virou-se e saiu da sala com passo firme e decidido.
Ao deixar o prédio, murmurou para si mesmo:
— Cientista maluca... isso vai acabar mal.
Ele se dirigiu para o laboratório Phantom, sabendo que teria que lidar com a situação, gostando ou não.
Enquanto isso, no laboratório, Maria estava diante do portal, olhos fixos na rachadura dimensional.
— Está quase pronto — disse ela, voz cheia de emoção. — Estamos quase lá...
Mas, ao olhar para o lado, viu o general Mitchel, com sua expressão cética e de desaprovação.
— Ah, general — disse ela, sorrindo. — Acho que você está aqui para garantir que tudo dê certo, não é?
O general Mitchel olhou para Maria, expressão carregada de ceticismo.
— Eu acredito que você vai conseguir sim... — respondeu, sarcástico. — Assim como o cientista louco concluiu o Frankenstein.
E soltou uma risada alta, que deixou Maria visivelmente desconfortável.
— Muito engraçado... — rebateu ela, voz firme. — Desta vez é diferente. Nós temos condições e eu vou provar que sou capaz

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Pessoal que talvez tenha lido algo naknsei se realmente isso está acontecendo...  Mais queria expressar que estou passando por uma situação ...