Capítulo 8: O Preço da "Cura".
Apolo respirou fundo, tirou o casaco e disse:
— Vou à escola agora.
Preciso resolver umas coisas antes que fique mais complicado.
Sérgio disse: mas eu ainda acredito que a escola esteja interditada será que quando você chegar lá vai encontrar alguém para falar?
Apolo disse acredito que tenha sim alguém e agora que nós sabemos das coisas que estamos a par eu preciso decidir algo eu preciso falar com o diretor.
Apolo decidido a ir sente um leve toque em seu ombro era Beatriz sua noiva.
Aquilo que você decidir meu amor será decidido no momento certo você acha que este momento cabe mais uma aventura Será que os homens do Larkin e da Cia não estão lá fora?
Então Apolo disse eles até podem estar lá fora mas acho que esse momento não é propício para que eles tentem fazer algo pois as coisas estão meio que saindo de controle e eu preciso apenas finalizar uma coisa.
Disse Apolo sem querer identificar de fato aquilo que iria fazer na escola.
Mas que tomou a voz e disse seja o que for o que você vai fazer vai com cautela.
Então Mike estava próximo a bancada pega algo e joga na direção de Apolo eram as chaves de sua moto.
Então ele interceptando a chave acenou com a cabeça e recebeu de volta o aceno.
E saiu do bunker onde todos ficaram com uma expectativa mas alguns já entenderiam com mais facilidade o que talvez Apolo estava indo finalizar.
Apolo chegando na escola poucos minutos depois de moto percebeu que a cidade estava integralmente normal como se nada daquilo que ele havia ouvido e visto fosse real as pessoas estavam normais crianças sorrindo no parque pessoas lotando as lanchonetes tudo parecia tão normal.
Ao chegar no estacionamento da escola justamente pela entrada dos fundos ele deixou a Harley ligada.
Para o caso de uma fuga imediata e se é chegando junto à campainha tocou.
Um chiado logo se propagou vindo do interfone.
Uma voz feminina disse quem é?
Então Apolo meio que reconhecendo a voz de uma das funcionárias da secretaria disse sou eu professor Apolo eu gostaria muito de falar com o diretor.
A secretária disse só um momento!
Poucos segundos depois Apolo houve que alguém está vindo ele se afasta um pouco da porta um suor frio desce pela testa então a porta se abrindo revela o diretor.
Ele com uma voz um pouco sussurrada disse professor o que você veio fazer aqui novamente esqueceu alguma outra jaqueta ou eu não já deixei claro que a escola está interditada por hora?
Apolo disse não não na verdade eu gostaria de dizer que eu tô fora!!
Acho que vou procurar uma outra oportunidade na cidade vizinha,
Disse Apolo com um tom nervoso.
O diretor olhou para um lado e para o outro e disse bom tudo bem darei baixa em todos os seus papéis e não precisa voltar algumas coisas estranhas andando por aqui e até mesmo eu já pedi a minha baixa desse lugar estou trabalhando apenas as minhas últimas semanas.
Estou de mudanças para São Paulo,
Apolo fez cara de quem não entendeu nada e disse muito obrigado senhor diretor foi um prazer trabalhar com vocês e neste lugar tentando olhar por trás do diretor que segurava a porta para que ele não visse algo lá dentro,
Então Apolo se despede do diretor pega o capacete e quando ele iria colocar o diretor disse!
Ficou muito melhor assim, aquela cabeleireira te envelhecia um pouco.
Apolo sorriu discretamente, e disse obrigado às vezes é bom mudar!!
Subiu na moto e partiu em direção à casa de seus pais para obter notícias de como eles estavam.
Ao chegar lá ele deixando a moto na entrada já foi diretamente para dentro onde se deparou com sua mãe na cozinha que logo correu para abraçá-lo e eu vi o seu pai assistindo o jornal como se fosse um dia normal.
Sua mãe questionando disse:
Agora não tenho mais filhos porque quando era apenas um atrás de maluquices ainda ia mas agora são os dois onde está Sérgio o Apolo?
Apollo meio sem jeito de se calma mãe ele está lá no terreno no meu banker.
Então sua mãe disse pronto não bastava um agora o outro vive essa mesma maluquice atrás de ET sei lá o que que vocês ficam fazendo nesse lugar vocês sabem que esse terreno aí pertence a família por causa do seu tio maluco?
Parece até que vocês querem se parecer com ele também…
Então o pai de Apolo aparece na porta da cozinha e disse:
Ora ora esse não é o meu filho o que aconteceu com a cabeleira?
Então Apolo com um sorriso disse ah pai a gente precisa mudar às vezes.
Então o pai de Apolo com o ar muito mais despreocupado do que o de sua mãe disse:
Não é bom ficar tanto tempo com o garoto naquele lugar parece até que vocês são bichos do mato aquele lugar é inabitado.
Então Apolo lhe disse justamente por isso estamos lá he he he.
Esse mundo vive dando voltas e é tudo tão maluco né!!
Disse Apolo um pouco nervoso.
Tudo bem se vocês não almoçaram almoça.
Não pai a Bia está lá com certeza fazendo comida então não vou perder a oportunidade de almoçar com ela,
Tudo bem você que sabe bom tome cuidado as notícias nunca são boas estou ouvindo falar sobre onças atacando propriedades então vocês estão na mata tá com as armas todas carregadas lá você sabe que o seu tio deixou algumas armas aí..
Disse o pai de Apolo com um tom mais baixo não querendo que sua esposa ouvisse..
Apolo disse então pai tá tudo bem fica tranquilo mantenha os telefones ligados..
Estamos bem vou indo só queria mesmo matar a saudade,
Disse Apolo mas por dentro e respirava aliviado por ver os seus pais bem e sem nenhum questionamento por alguém ter ido atrás dele ou do seu irmão o que provavelmente significaria que eles ainda não eram alvos de todo aquele esquema maligno.
Logo estava a mãe e o pai de Apolo na porta dando tchau enquanto ele saía na motocicleta..
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Quando voltou, quase duas horas depois, o rosto estava sério. Sérgio, Marcos e Jonathan esperavam na sala principal do bunker.
— Pronto — anunciou Apolo, jogando o crachá de professor sobre a mesa.
— Não sou mais professor de vocês.
Pedi demissão hoje.
Sérgio franziu a testa.
— Por causa de tudo isso?
— Em parte.
Mas principalmente porque eu tô envolvido demais agora.
Não consigo mais fingir que sou só o professor enquanto vocês estão envolvidos nisso tudo.
Jonathan cruzou os braços.
— A gente soube que Larkin apareceu dias atrás na mídia… falando diretamente com a Maria, como se ela fosse propriedade dele.
(Volume 1 - Cap 33)
Mike, que estava quieto no canto, ergueu a cabeça.
— Ele quer ela de volta como “aliada”. Foi o termo exato que usou.
A gente sabe que não é só isso.
Eles querem o que ela carrega na cabeça depois de tudo que viu do outro lado.
Foi nesse momento que Sérgio, visivelmente abalado, pegou o controle remoto e ligou a TV.
Era raro ele fazer isso.
Na tela, o Presidente aparecia mais magro, olheiras profundas, olhar vazio.
— …Os estudos dimensionais tiveram evolução significativa. Amanhã iniciaremos a primeira excursão midiática oficial para a chamada Dimensão 0...
— Ele pausou, quase forçando um sorriso.
— Na verdade, uma variação estabilizada da D2 que estamos chamando de D2.9, a Dimensão Refletida.
A plateia ovacionou.
Um repórter levantou a mão:
— Presidente, nessa dimensão, disse ele com tom cético, não há registro de vida, correto?
— Vocês logo vão saber..
— respondeu ele.
— Mas não se preocupem.
Estamos todos aqui.
Isso significa que não há perigo.
A câmera cortou para Larkin Anderson, elegante e confiante.
O americano ergueu uma ampola pequena com líquido brilhante roxo-púrpura.
— Povo amado deste país…
Temos o primeiro ganho concreto desses estudos.
Ele levantou a ampola para as câmeras.
— Esta é a cura para todas as doenças mortais como câncer HIV e todos os tipos de paralisias faltam apenas alguns testes mais conclusos tudo isso foi coletado com fruto de estudos nas melhores universidades do mundo.
Não havia sido revelado vocês ainda mas nós estamos em incursão dentro da nossa nova realidade essa nova dimensão a qual é fruto também de muito trabalho e esforços que estão sendo dados em mérito aos estudos da cientista Maria Eduarda que vem de uma família de renomados homens que apostaram suas vidas nisto..
Precisamos de voluntários.
Amanhã, na Fortaleza Científica, em Santa Rosa, as portas estarão abertas.
Lá estaremos esperando pessoas que não perderam a fé na ciência.
E não se preocupem
Este teste será administrado por via oral diluído na água é apenas um gole..
Corte para imagens de laboratório: ratos com tumores visíveis recebendo a injeção.
Em segundos, os tumores encolhiam drasticamente.
Outros ratos infectados com o vírus HIV mostravam carga viral zerada após a aplicação.
Larkin olhou fixamente para a câmera:
— Apresentem-se.
Sejam parte deste Marco histórico.
A transmissão terminou.
Silêncio absoluto no bunker.
Mike foi o primeiro a falar, voz grave:
— Aquilo não é uma cura.
É o Elixir do Caos.
Tudo está acontecendo muito rápido disse Mike levando as mãos à cabeça.
Apolo passou a mão no rosto..
E agora?
Tudo que vimos não é só real está sendo aplicado diante dos nossos olhos.
Sérgio, ainda olhando para a TV desligada:
— E os nossos pais?
Os pais do Jonathan e do Marcos…
Eles já estão muito preocupados.
Vão querer que a gente fique longe disso tudo.
Jonathan respirou fundo.
— A gente não pode deixar as pessoas tomarem isso achando que é salvação.
Apolo concordou, cansado.
Com relação ao pai e a mãe Sérgio eles estão bem eu passei por lá estão sim bastante preocupados e acredito que os pais dos garotos também estão preocupados como você disse mas ainda não deu tempo da gente processar o que está acontecendo e traçar um plano detalhado só podemos confiar naquilo que Kairós disse..
— Beatriz que estava quieta disse pela primeira vez.
Também não podemos invadir a Fortaleza amanhã.
Ainda não estamos prontos.
O alívio de terem voltado vivos da incursão se misturava agora com uma preocupação pesada.
O Elixir do Caos estava nas mãos deles como haviam visto.
— nas mãos erradas.
E ninguém ali dentro conseguia parar de imaginar o que ele realmente faria num corpo humano.
Já era tarde quando Apolo e Beatriz, se despediam de Mike e Maria momentaneamente pois estavam indo levar os garotos para casa.
O carro seguiu com todos em silêncio e cada um dos garotos foi deixado em seus lares na segurança de suas casas ou aquilo que eles achavam ser seguro.
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No caminho de volta, Apolo parou o carro em frente à residência de Bia, olhando a fachada escura por um longo tempo.
— Não é mais seguro aqui. Nem pra mim, nem pra você.
Beatriz apertou a mão dele.
— Então vamos pro bunker de vez.
Então entrando e pegando tudo que podiam inicialmente encheram o carro.
E voltando ao bunker, o ambiente estava mais calmo.
Maria dormia agarrada a Mike no sofá, a cabeça dele apoiada na dela. Apolo sorriu de leve, pegou um cobertor e cobriu os dois com cuidado. Depois, ele e Beatriz foram descansar.
O dia havia sido longo demais.