domingo, 19 de julho de 2026

Capítulo 6: Demiurgo, a matéria que Respira.






 Capítulo 6: Demiurgo, a Matéria que Respira


O Templo Seródio pulsou uma vez, como se aprovasse a decisão deles.


Kairós não caminhou, ele deslizou, e a luz sob seus pés se recolheu, abrindo um corredor espiral que descia para dentro da própria estrutura do templo.

As paredes não eram paredes; eram membranas translúcidas que respiravam em ritmo lento, expandindo e contraindo como pulmões gigantes.

Cada batida emitia um som grave, quase um zumbido de órgão, que fazia vibrar o tórax.


Apolo sentiu o ar ficar mais denso.  

— Esse lugar... ele tá vivo.

Kairós respondeu sem olhar para trás.  

— Não como você esteja interpretando. 

Vocês estão prestes a ver o que eu vi dentro do abismo no laboratório onde estão desenvolvendo o Demiurgo.


Mike levou a mão à têmpora. 

A dor de cabeça voltou, mais sutil que antes, como uma agulha quente.

Era a mesma sensação do sonho, quando as mãos escuras o seguravam e a voz sussurrava “escolhido”. Ele não disse nada, apenas seguiu.


O corredor terminou numa câmara circular.

 Não havia porta, apenas um véu de luz dourada, fino como névoa, que tremia como superfície de água e Kairós parou diante dele.

— A Câmara do Véu. 

O que vocês virem aqui é a verdade por de trás do mecanismo.


Ele passou a mão pelo véu. 

A luz se abriu como cortina de água, revelando um espaço imenso, escuro, onde algo parecia respirar.

No centro estava suspensa uma massa.


 Não tinha forma definida mais era semelhante a um coração feito de matéria morta.

Era um amontoado de carne como que escurecida cheia de veias pulsantes. 

Um coração colossal não um pequeno coração era algo de entorno de quatro a cinco metros.

 A massa pulsava, e a cada pulsação pequenas fagulhas vermelhas subiam e se apagavam no ar.

Ela tinha um som como de respiração.

O som era úmido e visceral.

A intensidade da visão ficou mais profunda.

Então uma boca apareceu daquela massa, uma boca com dentes como de aço.

E de dentro saiu uma língua como um tentáculo com outra boca nele menor.


Apolo engoliu seco e disse: QUE MERDA E ESSA!


Já Mike sentiu o estômago embrulhar.  


— Isso é o Demiurgo 

— Disse Kairós.


Uma consciência coletiva feita de energia corrompida, alimentada por tudo que os humanos emanam: medo, desejo, violência, idolatria. Ela não pensa como vocês. Ela reage.

Mas agora ela ganhou a capacidade de se alimentar de matéria o que pode fazer com que seu estado seja construído no mundo matéria para completar a sua transformação caótica. 


Nesse espaço vazio estavam prostrados diante da criatura o presidente Giovanni Conte, Larkin Andersen, Elliot Gillard e o General Fontoura.

A matéria começou a se mover, e lentamente o tentáculo tocou cada um deles.

 Após o toque, todos vomitaram uma gosma verde e caíram como mortos.

No meio dos corpos surgiu uma fila de encapuzados com capuzes vermelho escarlate e preto.

Logo a escuridão se revelou como uma sala de um templo e no entorno de tudo muitas taças estavam de baixo do ser caótico.

Então todos os que estavam caídos como mortos, receberam da criatura algo como uma sombra densa.  E ela entrou por suas bocas se apoderou do corpo de cada um deles.

neste momento deu para ouvir estalos de ossos e os corpos se quebrando ate que se colocaram de pé com um semblante assustador e seus olhos tornaram vermelhos.

Então, todos da fila de encapuzados se ajoelharam diante da criatura e também os que haviam recebido a entidade sombria.

Então o último homem que não era como os outros se aproximou.

O rosto estava oculto por uma manta que cobria o corpo inteiro, com cor roxa escura, bordada com detalhes em ouro e cor branca. 

O capuz era um trabalho meticuloso: todo feito de penas e moldado no formato de uma cabeça de coruja, os olhos estavam brilhando com um reflexo dourado provavelmente feito de ouro.

Ele segurava uma taça com as duas mãos.

O Demiurgo moveu lentamente o tentáculo, chegando próximo da taça daquele tentáculo deixou cair na taça algumas gotas de um líquido de cor esverdeado mais muito escuro.


Mike olhou para Kairós, a voz quase sumindo.  

— O que é isso?

— O Elixir do Caos respondeu Kairós.


O homem da manta roxa guardou a taça junto ao peito e virou as costas. 

Um a um, tanto os lideres envolvidos naquela trama de horror quanto os encapuzados, se levantaram e o seguiram, saindo da câmara em silêncio.


Kairós colocou a mão no ombro de Apolo e na nuca de Mike.  

— Venham.


O véu se fechou atrás deles.

O corredor espiral os puxou para cima e, quando atravessaram a curvatura da luz, o ar mudou.

O chão apareceu sob os pés. 

Liso, de pedra clara, firme.

O corpo deles voltou a ser corpo: peso, respiração, pele sensível.

Estavam agora na câmara temporal, um salão amplo dentro da Dimensão Quatro onde a forma material humana era restaurada.


Os dois ficaram em pé, junto a Kairós; Respiravam com esforço, o coração ainda acelerado.

 O silêncio era pesado.


Mike passou a mão no rosto, a voz trêmula.  

— Eu nunca imaginei que veria algo assim… Aquela coisa… ela estava viva.

 Respirando e aquelas pessoas… entregando parte de si para ela.


Apolo estava pálido, os olhos ainda arregalados.  

— Foi pior do que qualquer coisa que a gente viu até agora.


 A Dimensão Quatro já era demais… mas ver aquilo… ver o presidente Giovanni Conte ajoelhado, vomitando aquela gosma… e sendo quebrado por dentro foi assustador.

E aquele homem da manta roxa levando o Elixir embora… Meu Deus, Kairós… O que eles vão fazer com aquilo?


Kairós manteve a voz calma, mas grave.  

— O Elixir do Caos será disseminado.

Eles pretendem introduzi-lo na água, nos alimentos e, através de vetores biológicos, espalhá-lo pelo mundo. 

Não é para matar rapidamente.

É para enfraquecer, gerar pânico e dor em escala global.

Cada morte, cada momento de medo e submissão, vai alimentar o Demiurgo.

É um sacrifício coletivo. 

Quando a massa estiver saciada, eles pretendem fazer o reset. 

Reiniciar a ordem mundial sob o controle total deles.


Apolo engoliu em seco.  

— Tenho uma teoria, esta coisa de coruja e as cores quando estudávamos acões paranormais conspirações e toda a parafernália ufológica este simbolismo sempre nos levaram a uma família muito rica da Europa, os Rothvelth.

— Talvez  aquele homem da manta roxa… Seja, Nathaniel Rothvelth.

Líder da família Campo Vermelho. 


Um dos homens mais ricos e influentes do planeta.

Aparece nas maiores revistas como filantropo, envolvido em ajudas humanitárias e doações bilionárias… 

 Sera que é ele a mão invisível que sustenta a moeda mundial e financia esse horror ?


Mike respirou fundo, ainda sentindo o eco da dor na cabeça.  

— Então o cara que controla boa parte do dinheiro do mundo estava ajoelhado diante daquela coisa…

E levou embora um "veneno" para espalhar de alguma forma?

Tudo que a gente viu no Projeto Prometheus era só fachada.


Kairós assentiu.  

— Exatamente. 


O silêncio voltou por alguns segundos.

Apolo e Mike trocaram um olhar carregado de tremor e incredulidade.

Um triangulo perfeito apareceu diante deles. 

Kairós disse: Como prometido, vamos mais antes quero o bracelete por que tenho que devolver ele ao lugar certo.

E vocês ficaram com outro meio pois este não é um opção para uso na terceira dimensão a dimensão material. 

E como viram, agora mais que nunca vocês sabem que não tem mais volta..

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Pausa por tempo indeterminado...

Pessoal que talvez tenha lido algo naknsei se realmente isso está acontecendo...  Mais queria expressar que estou passando por uma situação ...