sábado, 6 de junho de 2026

Capítulo 12: A Primeira Investida.

      Enfermeira Beatriz Oliveira                   Professor Apolo Mendes 


Capítulo 12: A Primeira Investida.

Os garotos saíram do local e retornaram para uma lanchonete da cidade para pensar e conversar sobre o que haviam visto. Sérgio deu a ideia de comprarem um binóculo no caminho. 
— Eu compro — disse Sérgio, com um sorriso.
Marcos, o mais novo, reclamou:
— Eu não posso ficar até tão tarde na rua.
Johnny, com um sorriso malicioso, provocou:
— Isso é mentira, você tem medo!
Marcos deu um soquinho no braço de Johnny e respondeu:
— Cala a boca, você tá me queimando!
O clima amistoso foi interrompido quando Johnny ficou tenso, lembrando do olhar que Maria havia lançado para eles. Aquilo o fez temer que o mesmo espírito pudesse atormentar sua família.
Eles decidiram conversar com Apolo, irmão de Sérgio, professor de física e especialista em fenômenos extraterrestres.
Apolo estava em casa com sua namorada Beatriz, curtindo um momento com a família, ouvindo boa música e conversando com os pais. Os garotos o chamaram à parte e pediram que fosse até o quarto de Sérgio.
Assim que Apolo entrou, Sérgio trancou a porta, desesperado:
— Precisamos conversar.
Apolo estranhou:
— Pra que trancar a porta? Só tem nós aqui. Sérgio, o que você fez?
Eles se sentaram e os garotos contaram tudo o que haviam visto, em tom de muita seriedade. Quando terminaram, o silêncio foi rompido por uma risada alta de Apolo:
— Vocês estão metidos nisso?
Ele continuou rindo por alguns segundos, mas logo ficou sério:
— Eu estou com vocês. Vamos fazer o seguinte: mais tarde eu levo Beatriz para casa e, na volta, entramos nessa de cabeça.
Johnny questionou:
— Mas como vamos fazer?
Apolo respondeu:
— Johnny, no meu carro tem algumas coisas que usamos nas expedições para verificação de fenômenos extraterrestres. Tenho walkie-talkies, lanternas e tudo que precisamos. Vocês levem a câmera para gravar, porque nós vamos invadir o laboratório hoje.
— Se preparem aí. Tomem um sorvete que eu vou dispensar a Bia.
A tarde seguiu tranquila. Às 19h, Apolo disse em voz alta:
— Vamos, Bia!
Beatriz se despediu dos pais de Sérgio. Antes de sair, Apolo passou pela porta do quarto dos garotos, piscou e falou:
— Já volto.
Ainda gritou para os pais:
— Mãe! Na volta eu vou passear com os garotos, tudo bem?
O pai respondeu:
— Coloque gasolina no carro.
— Tá bom, pai. Relaxa.
E saiu.
Os garotos ficaram apavorados. Agora a coisa tinha ficado séria, pois o irmão de Sérgio havia abraçado a ideia completamente. Marcos comentou, com medo:
— Eu preciso voltar pra casa ainda hoje...
Jonathan retrucou:
— Para de ser medroso. Agora a gente tá com um dos melhores da região, vai dar tudo certo. O laboratório está vazio, tenho certeza que os vidros foram pintados e a luz vai estar lá.
Sérgio completou:
— Devemos estar preparados para tudo. Meu irmão não entra numa coisa dessas sem planejamento. Dificilmente vamos abortar essa missão.
Enquanto discutiam, ouviram uma buzina e um grito:
— Vamos, garotos!
No carro, Apolo apontou para uma caixa:
— Dentro dessa caixa tem tudo que nós precisamos.
Eles se equiparam com rádios comunicadores, lanternas e a câmera. Apolo os levou até perto do laboratório. Ao chegar, perguntou:
— Onde fica esse laboratório?
Johnny indicou:
— Deixe o carro encostado aqui. Vamos entrar pela floresta.
Apolo, um pouco confuso, mas empolgado, concordou. Os quatro desceram e seguiram a pé até um muro na parte de trás do laboratório.
Apolo ficou impressionado com o tamanho da estrutura. Subiram o muro, ele cortou as defesas e entraram. Dentro, Apolo percebeu uma escotilha aberta:
— Entraremos por aqui.
Os garotos, com medo, respiraram fundo e o seguiram.
Marcos segurava a câmera enquanto caminhavam com as lanternas acesas. Sérgio notou que os vidros não estavam pintados e não havia luz acesa nos corredores. No centro do laboratório, encontraram várias máquinas e, no meio, uma espécie de arma apontada para a parede.
Eles se aproximaram de uma fissura na parede. Marcos questionou:
— Não tem como isso ser real... Depois dessa parede estamos do lado de fora do laboratório.
Apolo chegou mais perto com a lanterna e confirmou que havia algo ali. Marcos, nervoso, passou a câmera para Sérgio e atravessou a fissura. Do outro lado, ele disse:
— Eu vejo o laboratório... um ambiente um pouco mais escuro. Tem um cheiro diferente, eu não sei o que é isso...
Todos entraram. Apolo tirou várias fotos com o celular e fizeram filmagens. Porém, ele decidiu:
— Para nossa segurança, devemos sair daqui. Isso não é um fato extraterrestre... talvez seja um portal. Vamos sair agora.
Eles voltaram para a dimensão normal, saíram do laboratório e retornaram para a casa de Sérgio e Apolo em silêncio.
No caminho, avistaram quatro ou cinco carros pretos indo na direção oposta, em direção ao laboratório. Todos ficaram tensos. Um dos carros reduziu, o vidro baixou e um homem desceu, observando-os. Apolo, com as mãos trêmulas, virou à direita na próxima rua, como se fosse para o centro.
Ao chegar em casa, a mãe de Apolo questionou por que ele não havia deixado os garotos nas casas deles, mas logo foi dormir. Os quatro se reuniram na sala, tomando chimarrão, ainda assustados.
Apolo quebrou o silêncio:
— Eu já fiz várias excursões em busca de vida extraterrestre, em busca de uma verdade fora desse planeta. Mas é a primeira vez que eu concluo, com esses olhos que Deus me deu, que vi um experimento macabro feito por homens aqui neste lugar. Vocês têm noção de que vimos outra dimensão? Uma dimensão que pode ser como a da teoria dos espelhos?
Johnny, o mais nerd, respondeu:
— Sim, é como se tudo fosse a mesma coisa que aqui. Nós não sabemos o que estava em Maria, mas eu só sei que aquilo não estava naquele lugar... e se estava, ele nos viu e não fez nada. Como se quisesse que continuássemos indo lá.
Apolo cortou:
— Isso não irá mais acontecer. Devemos agora buscar ajuda da polícia, do exército, de qualquer órgão. Eu vou pedir licença do meu trabalho e nós estamos juntos nessa.
O celular de Apolo tocou. Era Beatriz, preocupada porque ele não havia atendido. Apolo se afastou para falar com ela.
Enquanto isso, os garotos ficaram na sala, repetindo:
— Estamos ferrados... estamos ferrados!
Apolo voltou e disse:
— Venham, Marcos, Jonathan. Eu vou deixar vocês em casa em segurança. Vamos dar um ponto final nisso aqui, ok? Eu vou primeiro contatar meus amigos, mostrar os detalhes, e depois só informo a vocês o que for útil. Isso não é coisa para crianças, e nem sei se é coisa para adultos normais. Por hora, é melhor não voltarmos naquele lugar e ficarmos atentos se estamos sendo seguidos. Fiquem com os rádios. Nós precisamos sempre nos falar.
Apolo deixou os garotos em suas casas e retornou. Sérgio já dormia no sofá. Apolo lavou o rosto, deitou ao lado dele e adormeceu.

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Pausa por tempo indeterminado...

Pessoal que talvez tenha lido algo naknsei se realmente isso está acontecendo...  Mais queria expressar que estou passando por uma situação ...