terça-feira, 14 de julho de 2026

Capítulo 4: A Manhã da Partida.


Capítulo 4: A Manhã da Partida.

Apolo respirou fundo e desligou o rádio.  
"Gente, chega por hoje. A cabeça de todo mundo tá fervendo."  

Ele olhou para Jonathan, Marcos e Sérgio.  
"Vocês vão ficar no bunker. Eu falei pra Dona Helena que era uma maratona de série.

Mas a verdade é outra e vocês sabem que aqui vocês estão mais seguros."  

Jonathan acenou, sério. Marcos deu de ombros, tentando parecer descolado. Sérgio apenas assentiu.  

Apolo disse:  
"Mike, vamos até a cidade comprar umas pizzas. Logo nós voltamos. A gente come e descarrega um pouco de toda essa ansiedade e estresse."  

Mike levantou a sobrancelha.  
"Pizza? Depois de ouvir sobre Yuri, descobrir tantas coisas uma atrás da outra… E eu ainda estou tentando assimilar, Apolo."  

Apolo respondeu:  
"Exatamente por isso. Precisamos dar um respiro, senão a gente surta."  

Apolo pegou as chaves. Mike se levantou. Os dois saíram e o som do carro ligando foi o último ruído na rua do bunker.

Tudo isso aproveitando que todos os agentes simplesmente sumiram nada escola deixando apenas a escola interditada e a lanchonete que ocorreu a perseguição de Apolo e Sérgio..

Eles foram até a porta do bunker com seus “disfarces”
Um boné velho e óculos escuros que mais chamavam a atenção que escondiam que eles eram…

Então saíram.

O carro deslizou pela rua vazia. O rádio do carro tocava baixo I Remember — Skid Row.  

Mike falou:  
"Você tá pronto?"  

Apolo demorou a responder.  
"Pronto não é a palavra. Eu tô disposto. É diferente. A gente viu coisas que não tem explicação, e agora o Kairós vai nos levar pra um lugar que nem existe no nosso mapa. 
Que loucura é essa !!
Confio nele? 
Não sei. 
Mas confio mais nele do que em continuar parado sem entender nada."  

Mike assentiu.  
"Eu também. Só que… é pesado. Parece que a gente vai pisar num lugar onde um passo errado apaga a gente da existência."  

Apolo deu um meio sorriso cansado.  
"Então a gente pisa com cuidado."  

Eles riram controladamente e na mente o medo rondava seus pensamentos..

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Com os adultos fora, o clima mudou. Não era mais sala de guerra; era uma sala com três adolescentes.  

Marcos se jogou numa caixa de ferramentas vazia, esticou as pernas e soltou:  
"Se a gente for enfrentar o Demogorgon, eu vou querer uma arma de oração. Tipo, aponta e reza. Pronto, acabou."  

Sérgio revirou os olhos.  
Deu com as mãos no rosto, seus dedos escorrendo no rosto…

"Marcos, não é Demogorgon. É Demiurgo. E não é série de TV nem RPG. 
A gente está falando de algo extradimensional que você, pelo jeito, não entende."  

Marcos deu de ombros e foi pegar o celular na mochila para escutar música.  

Jonathan, mais quieto, apoiou os cotovelos nos joelhos:  
"Eu só fico pensando… o Apolo sempre vai na frente. E se der ruim lá?"  

Sérgio respondeu:  
"Vai dar certo. O Mike está com ele. E o Kairós parece saber o que faz. Mas eu também estou preocupado, sim."  

Marcos voltou, sentou-se e quase caiu. Os dois caíram na gargalhada.  

Marcos tirou o fone:  
"Na real eu tô com medo mesmo. 
Eu só não quero pensar muito. 
Que talvez o nosso professor e o tio Mike possam não voltar… assim como aconteceu com esse Yuri."  

Houve um silêncio pesado. 
Os três trocaram olhares. 

Era medo, mas também companheirismo — a sensação de que, mesmo ficando, eles faziam parte da engrenagem.

Na mesa, Maria estava com olheiras fundas, ombros caídos. Beatriz se aproximou, colocou a mão em seu ombro e disse:  

"Você está exausta, hein."  

Maria ergueu o olhar e deu um sorriso fraco.  

"É… exausta."  

Beatriz sentou-se de frente para ela:  

"Como tudo isso começou? Parece que isso existe desde sempre."  

Maria respirou fundo:  
"Eu topei entrar nessa porque o governo pintou tudo tão lindo. Disseram que eu era neta do Dr. Alberto Costa,  filha de Eduardo H. C. costa.

Que eu seria a única que teria condição de seguir o legado destes dois grandes homens.

Que só eu tinha capacidade, que ia ajudar a evoluir a tecnologia, acabar com a fome, curar doenças, descobrir coisas novas. Eles me colocaram num pedestal e eu acreditei."  

Fez uma pausa.  
"Eu não tinha segundas intenções. Eu só segui a cartilha."  

Beatriz apertou a mão dela.  
"Vai ficar tudo bem. Depois de tudo que a gente viveu, eu tenho rezado mais. Sinto como se alguém estivesse me vigiando o tempo todo."  

Maria balançou a cabeça.  
"Eu acho que não é vigilância. 
É estresse. 
A gente não sabe o que vem amanhã, então o corpo fica em alerta. Mas… obrigada."  

Beatriz sorriu.  
"Depois da pizza a gente respira. Um passo de cada vez."  

O bunker ficou em silêncio por alguns segundos — o tipo de silêncio que não deixa o medo dominar completamente.

Mike e Apolo voltaram com as pizzas. 
A garotada ficou alegre e o ambiente se controlou, com conversas leves e bem-humoradas. 

Mike e Apolo comeram com vontade. Maria olhou surpresa para Mike. 
Beatriz perguntou se eles estavam bem?

— Parece que quem estava preso por décadas eram vocês.

Mike respondeu, com um meio sorriso:  

"Estamos bem, né? 

Só que a gente não sabe se vai comer pizza de novo, então tá com um pouco mais de vontade."  

Todos riram, num tom leve.  

Depois, montaram as camas com aquela expectativa silenciosa no ar. 

Todos foram dormir.

Apolo acordou antes de todo mundo. 

DiParece que quanto mais a gente sabe, mais pesado fica."  

Mike puxou uma cadeira e sentou-se do outro lado da mesa.  
"Eu também. 

Ontem, quando a gente estava comprando pizza, eu fiquei pensando: “E se a gente não voltar?”. 
É uma sensação estranha… como se a gente estivesse se despedindo sem admitir."  

Apolo finalmente olhou para ele.  
"É exatamente isso. 
Mas ficar parado também não resolve. 

Se tem uma chance de entender o que está acontecendo, de proteger as pessoas que a gente ama… eu prefiro ir. 
Mesmo com medo."  

Mike assentiu devagar.  
"Então a gente vai junto. Sem heroísmo idiota. Se der ruim, a gente tenta voltar. Combinado?"  

Apolo estendeu a mão por cima da mesa.  
"Combinado."  

Aos poucos o pessoal foi acordando. 
Primeiro Beatriz, depois Maria. 
Em seguida, Sérgio apareceu na cozinha.
Todos se juntaram à mesa e começaram a comer a pizza fria que havia sobrado, com um café fresco.
Maria estava esquentando água pois queria variar e fez para si uma bela cuia de Chimarrão, despejou a água quente colocou a bomba e deu aquele gole.

Jonathan entrou bocejando:  
"Bom dia…"  

Marcos veio correndo da sala com uma cara de desespero pois havia sentido quando o ar havia mudado…
No exato momento em que as luzes começaram a piscar. 

Um deslocamento de ar mais forte invadiu o ambiente e, da sala, veio um som parecido com trincar de vidro.  

O portal dimensional triangular dourado se expandiu, brilhando. Kairós surgiu.  

Marcos de pronto disse: tá maluco meu Irmão você que me matar parece assombração…

Kairós olha do para baixo e vendo o garoto assustado deu um breve sorriso.
Minhas visitas são no momento certo.
Peço perdão se ainda não estavam preparando, mas estamos quase na hora.
  
O ambiente ficou mais sério. Todos saíram da cozinha em direção à sala, com o rosto carregado de preocupação.  

Kairós olhou para Apolo e Mike e disse com voz calma, quase solene:  
"Vocês estão prestes a ver o que a Dimensão Três não consegue conter. 

Cores que não nascem da luz como vocês conhecem, um tempo que não corre em linha reta, o tempo emana dos portais celestiais e inundam a terceira dimensão.
A quarta dimensão é uma ordem que não precisa de esforço para existir. 
O que vocês vão experienciar primeiro será beleza, depois compreensão."  

Kairós olhou para Apolo e Mike:  

Vocês precisam de alguma coisa já estão prontos?
"É hora."  
Disse Mike e Apolo em tom uníssono.

Todos no bunker sentiram o nó na garganta ao ouvir que agora não tinha mais volta caso algo desse errado.

Mike beijou Maria com carinho.
Eu volto!

Disse sem tirar os olhos dos olhos de sua amada..

 Apolo beijou Beatriz, sua noiva. 
E disse: “Eu estou indo porque eu amo você e se tem alguma coisa que possa ser feita pra te proteger eu irei fazer.”

Os dois colocaram a mão no ombro de Kairós.  

Eles se despediram com um aceno silencioso.  

O Triângulo Dourado diante dos olhos de todos se expandiu, Mike e Apolo e Kairós ao centro olhando para todos com um aspecto de até breve.
Então o portal os engoliu.

E o brilho deixou a sala e todos ali olhando pra parede com o coração apertadorigiu-se à cozinha sem fazer barulho, colocou água no fogo e passou o café.

 O cheiro se espalhou pelo bunker. 

Lavou o rosto, visivelmente ansioso. 

Por descuido, deixou uma frigideira cair na pia com um estrondo.  

Mike acordou assustado, levantou-se rápido e foi até a cozinha. 
Viu Apolo encostado na pia, olhando para o nada.  

Mike esfregou os olhos e perguntou em voz baixa:  
"Não conseguiu dormir direito?"  

Apolo suspirou.
"Dormi mal. Fico repassando tudo. 
O Yuri… as coisas que a gente descobriu… e agora isso.

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Pausa por tempo indeterminado...

Pessoal que talvez tenha lido algo naknsei se realmente isso está acontecendo...  Mais queria expressar que estou passando por uma situação ...